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METÁFORAS
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A bomba d'água
Do livro Insight - Daniel C. luz
Contam que certo homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede. Foi quando ele chegou a uma casinha velha- uma cabana desmoronando,sem janelas,sem teto, batida do tempo. O homem perambulou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol desértico.Olhando ao redor, viu uma bomba a cinco metros de distancia-, uma velha bomba de água, bem enferrujada.Ele se arrastou ate ali, agarrou a manivela e começou a bombear, a bombear sem parar. Nada aconteceu.
Desapontado, caiu prostrado, para trás. E notou que ao seu lado havia uma velha garrafa. Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia: "Você precisa primeiro preparar a bomba com toda a água desta garrafa, meu amigo. PS Faça o favor de encher a garrafa outra vez, antes de partir.
O homem arrancou a rolha da garrafa e, de fato, lá estava a água. A garrafa estava quase cheia de água.De repente, ele se viu em um dilema. Se bebesse aquela água, poderia sobreviver.Mas se despejasse toda aquela água na bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca, bem fria, lá do fundo do poço, toda água que quisesse. Ou talvez não.
Que deveria fazer? Despejar a água na velha bomba e esperar vir a ter água fresca, fria, ou beber a água da velha garrafa e desprezar a mensagem?
Deveria perder toda aquela água, na esperança daquelas instruções pouco confiáveis, escritas não se sabe quando?
Com relutância o homem despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear e a bomba pos-se a ranger e chiar sem fim. E nada aconteceu! E a bomba foi rangendo e chiando. Então, surgiu um fiozinho de água; depois, um pequeno fluxo e finalmente, a água jorrou com abundancia. Para grande alivio do homem, a bomba velha fez jorrar água fresca, cristalina. Ele encheu a garrafa e bebeu dela, ansiosamente. Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante.
Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante. Encheu-a ate o gargalo, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota - "Creia-me, funciona. Você precisa dar toda a água, antes de poder obtê-la de volta".
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A estrela
Indicação: Missão Existencial
Autor: Ailer
Reescrita e contribuição: Cecília Caram
Era uma vez um escritor, um homem muito sábio. Todos os dias ele caminhava pela praia, a busca de quietude e inspiração.
Um dia, de longe, avistou um vulto que parecia dançar. Curioso, apertou o passo para chegar mais perto. Percebeu que ali se encontrava um jovem, que abaixava, pegava algo na areia e fazia um movimento com as mãos em direção ao mar. O homem esboçou um sorriso, se aproximou e perguntou:
- "O que está fazendo, meu jovem"?
- "Jogando estrelas na água do oceano... o sol está a pino, e se eu não fizer isso, elas morrerão".
- "Isso não faz diferença... há milhões de estrelas, milhões de praias"... e continuou sua dança, acrescentando:
- "Faz diferença PARA ESSAS AI"...
O poeta ficou confuso. A visão do jovem lhe perseguia. Tentou ignorar as imagens... estrelas na areia... mar... estrelas de volta ao mar... a dança do jovem, numa cadência suave e persistente... Quanto mais tentava ignorá-las, mais elas persistiam...
Até que o poeta percebeu que aquele rapaz fazia a opção por AGIR no universo e contribuir com ALGUMA diferença, envergonhado e inquieto pelo contraste de se colocar no mundo somente como OBSERVADOR. A noite veio, e o poeta, inspirado pelas estrelas do céu, rascunhou algumas linhas sobre sua recente experiência.
Ao raiar do dia, se dirigiu à praia, coração batendo forte, ansioso por se juntar ao jovem... Quando o encontrou, apensa se colocou a seu lado, e iniciou silenciosamente a sua dança.
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Ajudando?!
Autor desconhecido
Um pescador ao chegar na barranca do rio percebeu que alguém estava se afogando. Jogou-se na água e salvou a pessoa.
Quando chegou na margem, percebeu que outra pessoa também se afogava.
Jogou-se na água novamente e também salvou.
Chegou novamente na margem exausto e ao olhar para o rio viu outro pedindo socorro e se afogando como os dois primeiros.
Um novo pescador que estava chegando, e que a tudo assistiu, caminhou mais acima na orla do rio e viu que um homem estava jogando as pessoas no rio.
Ele neutralizou o homem e resolveu o problema.
Ás vezes, para ajudar, é recomendável não se envolver demais, assim podemos usar melhor a razão.
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A lagosta
Indicação: Mudanças
Citado em "Passagens", de Gail Sheehy
Contribuição: Cecília Caram
Não somos diferentes de um crustáceo particularmente duro. A lagosta cresce formando e largando uma série de cascas duras, protetoras. Cada vez que ela se expande, de dentro para fora, a casca confinante tem de ser mudada. A lagosta fica exposta e vulnerável até que, com o tempo, um novo revestimento vem substituir o antigo.
A cada passagem de um estágio de crescimento humano para outro, também temos de mudar uma estrutura de proteção. Ficamos expostos e vulneráveis, mas também efervescentes e embriônicos novamente, capazes de nos extendermos de modo antes ignorado.
Essas mudanças de pele podem durar vários anos; entretanto, se sairmos, de cada uma dessas passagens, entramos num período prolongado e mais estável, no qual podemos esperar relativa tranqüilidade e uma sensação e reconquista de equilíbrio.
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A libélula
Indicação: Quebra de promessas que não podem ser cumpridas
Num lugar muito bonito, onde havia árvores, flores e um lindo lago...
Certo dia surgiu um casulo...
E quando ele se rompeu, de dentro saiu voando uma linda libélula.
E ela ficou tão encantada com o lugar, que voou por cada pedacinho...
Brincou nas flores, nas árvores, no lago, nas nuvens...
E quando ela já tinha conhecido tudo...no alto de uma colina, avistou
uma casa...
A casa do homem...e a libélula havia de conhecer a casa do homem...
foi voando pra lá....
E então, a libélula entrou por uma janela, justo a janela da cozinha...
E nesse dia, uma grande festa era preparada
Um homem com um chapéu branco...grande...dava ordens para os criados...
Mas a libélula não se preocupou com isso, brincou entre os cristais,
se viu na bandeja de prata, explorou cada pedacinho daquele novo mundo...
Quando de repente, ela viu sobre a mesa...uma tigela cheia de nuvens!!!
E a libélula não resistiu, ela tinha adorado brincar nas nuvens...
e mergulhou....
Mas quando ela mergulhou...ahhhhhhhh...aquilo não eram nuvens, e ela
foi ficando toda grudada, e quanto mais ela se mexia tentando
escapar...ahhhhhh Mais ela afundava....
E a libélula então começou a rezar, e ela pedia ao Deus dos Insetos Voadores que a libertasse, fazia promessas e dizia que se conseguisse sair dali, dedicaria o resto de seus dias a ajudar os insetos voadores...e ela rezava e pedia... Até que o chefe da cozinha começou a ouvir um barulhinho, e ele não sabia que era a libélula rezando
e quando olhou na tigela de claras em neve...arghhhh um inseto!!!
E ele pegou a libélula e a atirou pela janela... A libélula então, se arrastou para um pedacinho de grama, e sob o sol começou a se limpar...e quando ela se viu liberta...ahhhhh ela estava tão cansada que se virou pra Deus e disse:
- O Senhor, eu prometi dedicar o resto de minha vida a ajudar os outros insetos voadores, mas agora eu estou tão cansada, que prometo cumprir minha promessa a partir de amanhã...
E a libélula adormeceu... Mas o que ela não sabia, e você também não sabe, é que as libélulas vivem apenas um dia... E naquele pedacinho de grama, a libélula adormeceu, e não mais acordou....
Autor Desconhecido
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Mamãe Camelo e Seu Bebê
Indicação: Para pessoas que desprezam seus talentos
Uma mãe e um bebê camelo estavam por ali, à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou:
Bebê: Mãe, mãe, posso te perguntar umas coisas?
Mãe: Claro! O que está incomodando o meu filhote?
Bebê: Porquê os camelos têm corcova?
Mãe: Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água.
Bebê: Certo, e porquê nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?
Mãe: Filho, certamente elas são assim parta permitir caminhar no deserto.
Sabe, com essas pernas eu posso me movimentar pelo deserto melhor do que qualquer um! disse a mãe, toda orgulhosa.
Bebê: Certo! Então, porquê nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.
Mãe: Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! disse a mãe com orgulho nos olhos.
Bebê: Tá. Então a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto. Então O que estamos fazendo aqui no
Zoológico???????
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A natureza
Certa vez, na Índia, um sábio passava, com seu discípulo, à margem do rio Ganges, quando viu um escorpião que se afogava.
Ele então correu e, com a mão, retirou o animalzinho, e o trouxe à terra firme. Naquele instante, o escorpião o picou... Dizem que é uma dor terrível...
Inchou a mão do sábio.
Assim que ele o colocou no chão, pacientemente, o escorpião voltou para a água. E ele, com a mão já inchada, debaixo daquelas dores violentas, vai e o retira novamente.
E o discípulo a observar...
Numa terceira vez que ele traz o escorpião, já com a mão bastante inchada e as dores violentas, ele o põe mais distante em terra.
Aí, o discípulo já não suporta mais aquilo, e diz:
- "Mestre, eu não estou entendendo...este animal...é a terceira vez que o senhor vai retirá-lo da água e ele pica sua mão dessa maneira.
O senhor deve estar sofrendo dores horríveis...”
E ele, com a fisionomia plácida das almas que conhecem o segredo do bem, daqueles que já realmente conquistaram um território de amor e de renúncia no coração; que têm a visão das verdades celestes, vira-se para o discípulo e diz:
- "Meu filho, por enquanto a natureza dele é de picar, mas a minha é de salvar !"
Autor Desconhecido
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A Paz
Certa vez houve um concurso de pintura e o primeiro lugar seria dado ao quadro que melhor representasse a paz. Ficaram, dentre muitos, três finalistas igualmente empatados. O primeiro retratava uma imensa pastagem com lindas flores e borboletas que bailavam no ar acariciadas por uma brisa suave. O segundo mostrava pássaros a voar sob nuvens brancas como a neve em meio ao azul anil do céu. O terceiro mostrava um grande rochedo sendo açoitado pela violência das ondas do mar em meio a uma tempestade estrondosa e cheia de relâmpagos.
Mas, para surpresa e espanto dos finalistas, o escolhido foi o terceiro quadro, o que retratava a violência das ondas contra o rochedo. Indignados, os dois pintores que não foram escolhidos, questionaram o juiz que deu o voto de desempate:
-Como este quadro tão violento pode representar a paz, Sr. Juiz?
E o juiz, com uma serenidade muito grande no olhar, disse:
-Vocês repararam que em meio à violência das ondas e a tempestade há, numa dessas fendas do rochedo, um passarinho com seus filhotes dormindo tranqüilamente?
E os pintores sem entender responderam:
-Sim, mas...
Antes que eles concluíssem a frase, o juiz ponderou:
-Caros amigos, a verdadeira paz é aquela que mesmo nos momentos mais difíceis nos permite repousar tranqüilos. Talvez muitas pessoas não consigam entender como pode reinar a paz em meio à tempestade, mas não é difícil de entender. Considerando que a paz é um estado de espírito podemos concluir que, se a consciência está tranqüila, tudo à volta pode estar em revolução que conseguiremos manter nossa serenidade.
Fazendo uma comparação com o quadro vencedor, poderíamos dizer que o ninho do pássaro que repousava serenamente com seus filhotes, representa a nossa consciência. A consciência é um refúgio seguro, quando nada tem que nos reprove. E também pode acontecer o contrário: tudo à volta pode estar tranqüilo e nossa consciência estar em chamas. A consciência, portanto, é um tribunal implacável, do qual não conseguiremos fugir, porque está em nós. É ela que nos dará possibilidades de permanecer em harmonia íntima, mesmo que tudo à volta ameace desmoronar, ou acuse sinais de perigo solicitando correção. Sendo assim, concluiremos que a paz não será implantada por decretos nem por ordens exteriores, mas será conquista individual de cada criatura, portas a dentro da sua intimidade. Portanto: Paz para você! Paz para o mundo!
Fonte: Magus - Jornal Interativo
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A Porta
Diz o mestre a seu discípulo:
- Quando você começar seu caminho, vai encontrar uma porta com uma frase
escrita, Volte e me conte qual é esta frase.
O discípulo se entrega de corpo e alma à sua busca.
Chega um dia em que vê a porta, e volta até o mestre.
- Estava escrito, no começo do caminho:
ISSO NÃO É POSSÍVEL, diz:
- Onde estava escrito isso, num muro ou numa porta?
Pergunta o mestre.
- Numa porta - responde o discípulo.
- Pois coloque a mão na maçaneta e abra.
O discípulo obedece, como a frase está pintada na porta, também vai se
movendo com ela, com a porta totalmente aberta, ele já não consegue mais
enxergar a frase - e segue adiante.
Autor Desconhecido
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Brasinha
Indicação: Raivas são tristezas
Era uma vez um peixinho chamado Brasinha. Vivia num mar distante, não muito grande, mais cheinho de peixes.
Morava com seus pais. Papai-peixe e mamãe-peixe eram bastante severos.
Não se sabe porque, eles o impediam de fazer uma porção de coisas. Talvez com medo de que se machucasse ou se perdesse. Eles não lhe explicaram isso claramente, pois os pais-peixes não falam muito. Não é à toa que se diz, às vezes:
- "Mudo como um peixe"!
Brasinha era repreendido por nadar, brincar, fazer barulho com a boca.
Logo, passou a achar que não fazia nunca o que era preciso. Muitas vezes se perguntava se seus pais eram mesmo "pais verdadeiros", de tanto que os achava severos e foi se tornando um peixinho muito triste.
Às vezes, sentia-se sobrando. Tinha medo demais, sobretudo de pai, da mãe, tinha menos, mas mesmo assim... Além do mais, falar com quem? Os outros peixes não pareciam senti-lo!
Sabem o que Brasinha fazia quando chegava à escola? Rápido, nadava na direção dos outros peixes, no pátio da escola e os mordia, assim: cratch, cratch! Dava-lhes tapas nas costas, com as nadadeiras e com a cauda. Jogava água em seus olhos, para que chorassem. É, os peixes também choram. A gente só não vê, porque as lágrimas se misturam com a água do mar.
Todos os outros peixes ficavam espantados ao ver Brasinha morder e bater desse jeito e tinham medo dele. Era desse jeito que funcionava dentro dele: porque tinha medo do pai e um pouco de medo da mãe, então fazia medo aos outros peixinhos.
Mas, bem no fundo, ele estava muito triste. A raiva apenas escondia a tristeza. Se vocês soubessem como é triste a tristeza ed uma criancinha-peixe! É triste de tal maneira que, às vezes, a água do mar até fica cinzenta ou preta.
Um dia, a mestra dos peixes, se aproximou de Brasinha:
- "Estou vendo como você bate nos outros peixinhos. Aliás, na maioria das vezes, impedi você de fazer isso. Não quero que seus colegas tenham medo de você.
Tenho observado que está sempre cheio de raiva. Em alguns dias, uma grande raiva, vermelhinha. Ontem a noite, antes de me deitar, pensei em você, refleti bastante e, então, tive uma idéia: trouxe para você uma caixa, onde poderá colocar toda a sua raiva. Todos os peixinhos vão poder colocar sua raiva nessa caixa. Quando você chegar de manhã, pode por a raiva na caixa e, de tarde, se você quiser, pode pegá-la e levá-la para sua casa. Se você quiser, pode deixar a raiva dormir aqui na escola. Na manhã seguinte, ela estará descansada... Há outras caixas também, uma para cada sentimento.
Brasinha olhou muito espantado para a mestra. Não sabia que existiam caixas para a raiva, para o medo, para a tristeza, para o amor e para a alegria... aliás, nem sabia que as coisas que a gente sente têm nomes...
Não disse nada, mas no dia seguinte, chegou com uma conchinha pequenina que encontrou no caminho da escola, bem no fundo do mar.
Disse à mestra:
- "Professora, eu queria colocar minha tristeza desta manhã na caixa da raiva".
A mestra, uma sábia muito vivida, ao observar a concha, percebeu que, pelo contrário, ela expressava mais tristeza do que raiva. Ela sabia que as raivas são tristezas que não podem se expressar de outras maneiras. Assim, pediu licença para colocar a conchinha dentro da caixa da tristeza.
Outras professoras das escolas de peixes também adotaram o costume de apresentar caixas para acolher os sentimentos dos alunos, para que não ficassem carregados, possuídos ou poluídos, o dia inteiro, ruminando pensamentos. Acho que assim também poderia acontecer com as crianças humanas.
Por ora, assim termina a história do peixinho que carregava uma raiva tão grande.. que poderia engolir o mar inteirinho - de tanta tristeza que sentia.
Citado em "Contes à guerir, contes à grandir", de Jacques Salomé, Éditions Albin Michsl, Paris, 1993
Tradução: Maria Otilia Bosson
Adaptação: Cecíclia Caram
Contribuição: Gislayne Matos
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